estava bom, comeu-se rapidinho!

22 04 2009

na última vez que fui ao pingo doce, não resisti e trouxe dois iogurtes para fazer bolo de iogurte. rápido, fácil e bom, com iogurte de côco ficou melhor ainda, mas desta vez não fiz a receita a dobrer. talvez por isso, o bolo tenha ficado menos húmido do que é costume ficar.

desapareceu demasiado depressa, soube-nos a muito pouco ;)





estou a precisar disto:

25 02 2009





Pão de Leite

26 01 2009

A minha Máquina de Fazer Pão (MFP, daqui para a frente) voltou de férias, finalmente. Esteve desde meados de Outubro para reparar e só voltou no início deste mês, graças à incompetência dos srs funcionários ali do Leclerc, mas adiante. Voltou, e aparentemente está bem, então eu pude voltar a fazer pãozinho quente e pães doces, e estou muito contentinha com isso, já estava tão farta de pão-a-fingir..!!

Desde que a minha “escrava” (como carinhosamente eu lhe chamo) voltou, experimentei duas receitas que me tinham chamado a atenção, e esta é uma delas: o Pão de Leite. Quando era pequenina, a minha mãe costumava comprar pão de leite, que eu devorava, barrado com manteiga, e depois de ter comido as “maminhas” – as extremidades dos pãezinhos que eu achava tão bonitos. Este pão não ganhou maminhas, mas ganhou a minha aprovação, é uma receita a repetir em breve!

Ingredientes:

  • 280ml de leite (usei leite gordo)
  • 60gr de margarina
  • 1,5 colher de café de sal
  • 2,5 colheres de sopa de açúcar
  • 500gr de farinha de trigo tipo 65 (usei tipo 55, era a que tinha)
  • 2 colheres de café de fermento biológico seco (usei fermipan)

Preparação:

Colocam-se os ingredientes na máquina, pela ordem indicada, e escolhe-se o programa de pão básico/normal (750gr, tostagem clara). Quando estiver pronto, põe-se a secar sobre uma grelha. E come-se com muito gosto =)

A receita original veio daqui: As Receitas da Patanisca. Obrigada :)

paula





Doce de Abóbora

8 10 2008

O doce de abóbora é o doce da minha infância.

Gosto dele quente, com pedaços grandes de abóbora que posso trincar e comer com o garfo, de olhos fechados, ou a olhar pela janela. Quando era pequena, aquecia um copo de leite, pegava num bocado de abóbora com o garfo e mergulhava no leite quente, para que a abóbora ficasse quentinha por fora e fria por dentro, e depois comia, deliciada :) Há quem diga que, por ter pedaços, será compota e não doce, mas para mim é doce de abóbora e ponto final.

Não me recordo da minha mãe fazer outras compotas ou doces, e sei que as fez, mas não as registei nas recordações. O doce de abóbora é diferente: lembro-me de várias vezes estar na cozinha, apenas à espera que a abóbora estivesse suficientemente doce para eu poder roubar um bocadinho (ou dois, ou três) com o garfo, ainda durante a cozedura. o cheiro, o sabor, estão como que entranhados na minha alma…

Mas a minha mãe deixou de fazer doce de abóbora há já muitos anos, e nunca mais comi outro igual. Ou falta sabor, ou está muito passado, ou está aguado, ou não tem cheiro, ou não tem canela.

Ora bem… Eu tinha uma abóbora à espera de ser descascada e cortada, para congelar e depois usar para fazer sopa. Eu olhei para ela, ela olhou para mim, eu voltei a olhar para ela, descasquei-a, cortei-a, pesei 2kgs e deitei-os na panela. Juntei-lhes 2 paus de canela, 1,5kg de açúcar, tapei e acendi o lume no mínimo. Cerca de 10 ou 15 minutos depois, fui mexer, aumentei o lume para deixar ferver e quando ferveu voltei a pôr no mínimo, pus a tampa ligeiramente de lado, para deixar o doce respirar, e deixei cozer, mexendo de vez em quando. Cerca de 3 horas depois, tinha a cozinha impregnada do cheiro da abóbora doce com canela, e um sorriso nos lábios =) o meu doce ficou igual ao que me recordo do doce de há tantos anos…

rendeu 5 frasquinhos, dos quais 2 ficaram cá para casa. um já foi lavado hoje, o outro está pouco mais de meio. acho que tenho de fazer mais ;)

paula





Soufflé de Queijo

29 08 2008

Depois de muuuito tempo sem vontade de vir aqui deixar as receitas (preguiça, preguiça!), voltei. E voltei com um prato que devo ter feito no máximo 3 a 4 vezes desde que tenho a receita – e já a tenho há muuito tempo. Nem sei ao certo qual a razão por que não faço mais – talvez por ser uma receita boa para fazer quando há sobras de refeições anteriores, coisa que não acontece muito por aqui. Ou talvez por ser só eu quem come, que os meus pais não são muito adeptos. Não sei. Sei que é fácil e rápida, e sabe bem :) e faz-se assim:

Ingredientes:

  • 50 gr de margarina
  • 40 gr de farinha
  • 2,5 dl de leite
  • 300 gr de queijo ralado
  • 4 ovos
  • sal, pimenta e noz-moscada

Preparação:

Derrete-se a margarina num tacho largo anti-aderente, em lume brando, polvilha-se com a farinha e mistura-se, deixando depois a cozer sem ganhar cor. Rega-se com o leite frio, mexe-se e deixa-se cozer até ficar uma mistura homogénea. Tempera-se com sal, pimenta e noz-moscada e quando á superfície aparecerem bolhas, retira-se do calor.

Depois, junta-se o queijo (ou qualquer outro ingrediente que tenhamos: fiambre, legumes, peixe, etc – reduzidos a puré ou ralados), envolve-se na massa, e deixa-se arrefecer um bocadinho para depois misturar as gemas (sem que elas fiquem logo cozidas). Por fim, batem-se as claras em castelo firme e envolvem-se no preparado anterior.

Deita-se esta mistura numa forma de soufflé bem untada com manteiga e vai cozer em forno quente durante 30 minutos. Pode polvilhar-se com queijo ralado.

 souflé de queijo

Bom Apetite!





Doce de Verão

1 07 2008

poderia ter-lhe chamado outra coisa qualquer, poderia ter chamado “doce da casa com morangos” ou algo parecido, mas sabe bem assim fresquinho e a minha sobrinha gostou do nome «doce de verão», ficou baptizado assim – para compensar a birra que ela fez por eu dizer que ia fazer um tiramisú de morangos, aldrabado, que ela assumiu que seria horroroso e cheio de licor =P

tinha leite condensado, tinha morangos e tinha queijo mascarpone (o dito cujo que eu continuo a achar que sabe a natas, e portanto não entendo o porquê de se usar tanto), e queria fazer qualquer coisa fresca, que agradasse a todos. vi uma data de receitas, inclusivé de tiramisú de morango (confesso que não entendi o porquê do nome, não encontrei nenhuma receita que o merecesse… :s ), e saiu algo… bom, como diria a madame do anúncio do ferrero rocher ;)

Ingredientes:

  • 1 lata de leite condensado
  • meio litro de leite gordo
  • 1 colher de sobremesa de farinha maizena
  • 5 ovos
  • 500gr de morangos
  • bolacha torrada
  • café solúvel
  • 500 gr de queijo mascarpone
  • açúcar
  • 1 colher de chá de aroma de baunilha

Preparação:

Num tacho (de preferência, anti-aderente) mistura-se o leite condensado com o leite gordo. Dissolve-se, numa tigela, a maizena com as gemas, e mistura-se com os leites até dissolver; vai ao lume até engrossar, mexendo sempre e em lume brando. Quando estiver consistente, deita-se num tabuleiro de pirex, onde será servido o doce.

Batem-se as claras em castelo, junta-se o queijo e quando estiver homogéneo adiciona-se o açúcar, a gosto (não faço ideia de quanto usei, fui pondo, batendo e provando…), junta-se o aroma de baunilha e leva-se ao frigorífico enquanto se trata do café e das bolachas: faz-se um café forte, onde vamos molhar as bolachas, sem deixar que amoleçam demasiado, senão desfazem-se – uma a uma, molham-se no café e deitam-se no tabuleiro por cima do creme de leite condensado, fazem-se duas camadas de bolachas.

Tapam-se as bolachas com o creme de queijo, por cima desta camada branca deitam-se os morangos laminados ou cortados em bocadinhos pequenos, e tapa-se com o restante creme de queijo.

Deve servir-se bem fresco, pelo que convém estar no frio duas horas, antes de servir.

Nota: não acho que se justifique usar o queijo mascarpone, natas batidas em chantilly dão o mesmo efeito. ou talvez seja eu que não consigo apreciar o paladar do dito queijo mas, de facto, sabe-me a natas, e a única vantagem que encontro é ser mais consistente do que elas.





Torta de Cenoura

1 07 2008

depois de ter feito o bolo de cenoura, para o aniversário do meu mano, descobri a receita que tinha procurado, procurado, e não tinha encontrado: a da torta de cenoura que a minha mãe fazia quando eu era pequena… estava no livro de receitas, mas era a última, e entre essa e a anterior havia duas folhas em branco, por isso eu não encontrei!

«ai é? vou fazer-te e é já!»

Ingredientes:

  • 500gr de açúcar
  • 4 colheres de sopa de farinha
  • 500gr de cenoura
  • 4 ovos
  • raspa de 2 laranjas
  • côco ralado

Preparação:

Enquanto a cenoura coze (sim, sem casca, e cortada em bocadinhos pequenininhos, com a água apenas a cobrir a cenoura), batem-se as gemas com o açúcar até o creme ficar esbranquiçado. Quando a cenoura estiver cozida, reduz-se a puré e junta-se ao creme anterior; junta-se a raspa da casca das laranjas (não tinha, usei limões) e mexe-se tudo muito bem.

Batem-se as claras em castelo, e incorporam-se na massa, juntamente com a farinha. Envolve-se tudo muito bem, e deita-se num tabuleiro muito bem untado e enfarinhado (a torta pega-se muito), e vai ao forno até estar cozida.

Desenforma-se com cuidado, sobre um pano polvilhado com côco ralado, enrola-se e… come-se =)

Bom Apetite!